Acontece que alguns dias são especiais sem porquê, Pedro, e vêm sem dizer que o são. Lá quando o Sol desponta, nenhuma data especial no calendário. Não é feriado, não é seu aniversário, nada; é só um dia normal.
Então, no elevador, dois espelhos se encaram e mostram, Pedro, infinitos vocês. Forçando os olhos, o último que consegue ver, lá atrás, sussurra que tem muito caminho pela frente, não se deixe enganar. E, no banheiro, uma aranha lhe planta um susto enquanto escova os dentes: é, o coração acelerado e adrenalina pelas veias. Como um susto te faz tão bem?, - você se indaga. É porque me sinto vivo.
E o dia já valeria a pena, Pedro, só por estes dois fatos tão banais. Mas tem mais. Amigos, cervejas e aguardente, ardente mesmo. Tão quente que incendeia os ânimos do casal - ele chora o que não é, ela argumenta o que não faz. Como amigo, de paz, você fala com os dois e se vê no lugar de cada um anos atrás.
Nunca mais sofro de amor até findar-se o nunca mais.
Boa noite, Pedro.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
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6 comentários:
Rapaz!
Tá escrevendo bonito, viu?
E não, isso não é um resmungo!
Lembranças cariocas!
mesmo sem saber se sou eu o Pedro em questão, o texto me pegou num dia tão certo e tão errado, que eu não consigo mais parar de vir aqui e deixar o olho cheio d'água.
Parece que o Canadá tem feito bem para sua imaginação. Texto mais que inspirado!
Existem blogs que expiram conforto: seu blog é um desses pra mim. Gosto de vir aqui, sentar na poltrona da sala de estar e ficar bem a vontade ... =D
Saudades que nem sei porque(m)!
=*
ok, ninguém se manifestou, então já era... o Pedro do texto sou eu mesmo.
Hum... okay, Pedro, pode ser você.
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